Sobre pontes e muros;


Não, eu não sou uma expert na arte de amar. Mas sei que uma relação se constrói com pontes e não com muros. Que portas permanentemente fechadas atraem mofo e mau cheiro. Então construa pontes de nuvens, de flores, querer.
Abra as cortinas, renove o ar.
Muros podem separar, pontes são feitas pra unir.
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*Imagem: Google

Do que se constata;


Não me interessa vida compactada , que caiba em rotinas, retinas sem brilho, alma sem cor vermelha ou azul. Não, não me interessa o que não me acrescenta, o que não me faz pulsar, o que me obrigue a permanecer contida.
É isso.
Não sei viver apenas do que é possível.




*Imagem: Google imagens

Delas;


Escrevem porque transbordam. De formas diferentes é claro, algumas mais doces , outras mais vorazes. Mas o fato inegável é que "ELAS" não seriam as mesmas sem essa capacidade de transformar sentimentos e sensações em palavras. Por isso convido todos a visitar o BLOG DELAS : Aline Romero, Erica Maria, Fernanda Cozendey, Duanny Evelyn e Amanda Paulenak .

Para acessar clique aqui .
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Beijos !



*Imagem: Google



Cansaço urbano;



Eu preciso repousar os pés, tocar as asas da não preocupação, distanciar-me um tanto mais dos aceleradores, motores, das ruas tomadas de movimento. Ao ínvés de prédios, árvores. Se não houver árvores, flores então. Eu sei, eu sei, tudo isso é possível na cidade. Mas essa urbanidade tão pregada me consome.
Quero a paz de outros campos, ao menos por hoje.



*Imagem: Ricardo Stuckert para Olhares.com

Indagações;



Até que ponto o amor é pra sempre?
Até que ponto?
Até que ponto ele pulsará no não mereço, não posso agora, no não começo, na palavra doída, na mágoa dormida, no laço afrouxado, no abraço não dado, no esquecer de cobrir, no não regar, no  cotidiano das impossibilidades?
Até que ponto?



*Foto: Maria Negreiros para Olhares.com

Pulvera;

Arranque todas as palavras de mim e eu ainda terei palavras a dizer.
Quem é capaz de conter esta chuva de úmidas letras? Podar esta alma que cresce, a pele que alastra, o coração que pulsa nomes, cores, hotéis, lugares, ares de mim, de outrem?
Quem?
Não me bastam repetições excessivas do cotidiano. Preciso beber desta mistura explosiva [linhas, entrelinhas, pessoas e suas facetas, amores, dores, enigmas...].
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*Imagem: Verme para Olhares.com

Exatamente assim;


Não gosto de vazios, de rios de nada , de ninguém. Não gosto do não amar, não pensar, não sentir ou não pulsar.
Não, não gosto de vazios. Prefiro os inundamentos, as tempestades, ventos , telhas arrancadas.
Prefiro as enxurradas de perguntas:
O que sinto?
Porque choro?
O que fazer agora?
Prefiro questionar a repousar no leito do vão.


*Imagem: Google

Segredo;


E assim, desta profunda conexão com sons e silêncios, ventos contadores de histórias, com belas e belos, Isabelas, margaridas...
É daqui que nasço eu, encantadora de palavras.




*Imagem: Google

Do que já não é;



Para Cintia Silva

Eu já me esvaziei de você: roupas, cartas, cheiros, manias, manhãs, do teu ar, carro, boca, sexo, som, das tuas cores escuras. E eu pensei não ser tão forte, não conseguir, parar de pulsar, não rascunhar mais vida aqui, neste branco qualquer de folha, memória, história não terminada.
Eu já me esvaziei de você.
E não há nada oco, sentido, sem sentido, sem paz.
Só o ar de volta aos meus pulmões.



* Imagem: Google

Azul;


Com o coração aquecido
escrevia melhor
respirava doce
emanava azul.




* Imagem: Google